O Bom de ser Renováeis: a visão da ARAUCO na COP30
BiodiversidadeEm um momento de grande urgência ambiental para o planeta, a ARAUCO chegou à COP30 com uma convicção clara: a sustentabilidade não é apenas um compromisso ambiental, mas uma forma diferente de produzir — baseada no equilíbrio entre desenvolvimento, conservação e regeneração.
Chile: uma voz florestal no coração da Amazônia
A COP30, realizada em Belém do Pará em 2025, foi um marco fundamental para redefinir a ação climática global. No coração da Amazônia, países com vocação florestal, como o Chile, tiveram a oportunidade de mostrar que é possível compatibilizar crescimento econômico com a proteção dos ecossistemas.
Nesse debate, a ARAUCO levou uma visão construída a partir de evidências: a de uma empresa que fez da natureza seu motor de desenvolvimento, impulsionando há décadas um modelo em que inovação e regeneração avançam juntas. Sob o lema “O poder de ser renovável”, a companhia demonstra que as florestas são uma das soluções mais eficazes para enfrentar os desafios climáticos. Representaram a empresa Soledad Vial, subgerente de Sustentabilidade e Impacto; Guillermo Olmedo, gerente de Valor Ambiental e Social; e Carlos Altimira, junto a parte da equipe Arauco Brasil.
Primeira empresa Nature Positive da América Latina
ARAUCO foi a primeira empresa do mundo a alcançar a neutralidade de carbono sem recorrer a compensações externas, e a primeira na América Latina a adotar o padrão Nature Positive, que avalia seus impactos sobre clima, água e biodiversidade de acordo com a norma britânica BS 8632.
Os resultados são contundentes: a companhia apresenta balanço positivo em todas essas dimensões e agora busca ampliar a medição para mais países e operações industriais. Seu objetivo é consolidar uma gestão sustentável integral, com resultados verificáveis e permanentes ao longo do tempo.
A natureza como primeira linha de defesa
Para a ARAUCO, a natureza não é apenas algo que precisa ser protegido: é a primeira linha de defesa diante das mudanças climáticas. A empresa impulsiona o programa de “Soluções Baseadas na Natureza”, que fortalece a resiliência dos territórios, incluindo o manejo de paisagens produtivas protegidas, o desenvolvimento de espécies florestais adaptadas ao estresse hídrico e térmico — como o projeto biotecnológico GloNi — e o uso de ferramentas avançadas de monitoramento ambiental (Lemu).
Além disso, a ARAUCO reforçou seus sistemas de prevenção e combate a incêndios agroflorestais, refletindo uma postura de antecipação frente aos efeitos das mudanças climáticas.
O valor das florestas na nova economia
Com mais de 1,7 milhão de hectares manejados de forma responsável — dos quais 29% são destinados à conservação e áreas de proteção — a ARAUCO está prestes a cumprir sua meta de que 30% de seu patrimônio corresponda a floresta nativa, alinhando-se à Meta Global de Biodiversidade 30×30.
Essas florestas capturam mais carbono do que a empresa emite, confirmando sua neutralidade desde 2019. Mas seu valor vai além: cada produto feito com madeira ou fibra renovável representa uma alternativa concreta aos materiais intensivos em carbono, como aço, cimento ou plástico.
Como afirma a companhia, “se a natureza está saudável, nosso negócio também está”. Por isso, ser renovável não é apenas uma característica de sua matéria-prima, mas um princípio que orienta sua visão de futuro.
Rumo a uma ação climática colaborativa
ARAUCO participou da COP30 contribuindo com a visão do setor privado sobre Soluções Baseadas na Natureza, fortalecendo alianças internacionais e compartilhando sua experiência como empresa Nature Positive latino-americana.
Porque, em um mundo que exige coerência entre discurso e ação, o poder de ser renovável significa produzir a partir da natureza para regenerar o planeta.